MERCADO HOJE – INTERNACIONAL – 31/07/2020

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Mercados: Bolsas asiáticas encerram a semana sem direção única. Na zona do euro, os principais índices de mercado voltaram a amanhecer em alta, recuperando parte das perdas angariadas na última sessão. O Stoxx 600, índice que abrange uma gama de ativos ao redor do continente europeu, avança 0,6% até o momento. Em NY, índices futuros seguem a mesma tendência verificada nos pregões europeus, com altas da ordem de 0,3%, enquanto o dólar (DXY) segue em trajetória de desvalorização contra seus principais pares. Na fronte das commodities, ativos acompanham melhora dos mercados. O preço do petróleo (Brent Crude) sobe 0,7%, negociado em torno de US$ 43,30/barril. Techs lideram avanço à novas bandas de preço: Mercados globais voltaram a amanhecer em tom positivo nesta 6ªfeira, após dados de atividade chineses superarem previsões na noite de ontem. Bolsas europeias engatam em um movimento de recuperação após realizações de ontem e índices americanos caminham em direção ao rompimento das bandas de preço recentes, se beneficiando dos resultados corporativos fortes das gigantes tecnológicas Amazon, Facebook, Alphabet (Google) e Apple. No pano de fundo, os dados do PIB europeu confirmam o estrago causado pelas medidas de distanciamento social no 2º trimestre de 2020 e o Congresso americano fica próximo de encerrar o mês sem um acordo em torno de um novo pacote de estímulo econômico. O reflexo destes últimos dois pontos pode ser visto na cotação do ouro, que volta a se valorizar e sustenta patamar superior a US$ 1.970/onça. Sobre o ouro: A nossa visão sobre o preço da commodity segue construtiva, apesar dos fortes avanços dos últimos anos, por três principais motivos. Primeiramente, a postura agressiva de injeção de liquidez dos principais bancos centrais do mundo (Fed, BCE, BoJ, BoE) inundaram o mercado de recursos, dinheiro que tem sustentado bolsas, mas que também tem escoado para investimentos em metais preciosos, que são reservas de valor. Neste ambiente, a manutenção de um cenário de alta incerteza, que é o que temos hoje com relação ao ritmo de recuperação da econômica global, favorece o movimento de investimento nesta categoria, nos chamados ativos de segurança. Por fim, o fato dos juros nas economias centrais estar em 0,00% a.a. ou muito próximo disso também joga a favor do metal precioso, uma vez que isto reduz o custo de oportunidade de tal investimento – ouro não paga juros nem dividendos, portanto, o investidor só tem a lucrar com o ganho de capital (valorização do ativo). Assim, como não acreditamos em mudanças drásticas neste cenário no curto-médio prazo, reforçamos a visão positiva com relação ao metal. PIB europeu: A primeira estimativa do PIB na zona do euro confirmou expectativas de mercado com relação ao estrago que foi causado pela chegada da pandemia e a consequente implementação das medidas de isolamento social. A economia da região registrou uma contração de 12,1% no período, com alguns dos principais membros do bloco acompanhando esta queda de dois dígitos. Dentre estes países chave estão Espanha (-18,5%) – maior contração da leitura –, França (-13,8%), Itália (-12,4%) e Alemanha (-10,1%). Ao todo, o resultado fez jus ao recém-aprovado fundo de recuperação econômica europeu de EUR$ 750 bilhões, que serão distribuídos entre os países mais afetados pela crise, junto do orçamento de mais EUR$ 1 trilhão aprovado na região para os próximos 7 anos. Ainda assim, o caminho para a recuperação aos níveis pré-crise tende a ser longo (não vemos uma recuperação completa até depois de 2021), e a recente piora do quadro sanitário em alguns países membros adiciona ainda mais incerteza sobre o assunto.Fonte: Relatório GUIDE


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