MERCADO HOJE NACIONAL – 05/08/2020

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Senado deve votar limite para juros de cheque especial e cartão de crédito: Amanhã, o Senado pretende votar um projeto, de autoria do senador Alvaro Dias (Podemos-RS), que visa estabelecer um teto de 30% para os juros do cartão crédito e cheque especial até agosto de 2021. A iniciativa pretende amenizar o impacto financeiro do endividamento acumulado pelos brasileiros durante a pandemia do coronavírus. A proposta também inclui um dispositivo que impede os bancos de reduzirem o volume de crédito disponível aos clientes. Perspectiva de aprovação: Boa parte dos parlamentares do Legislativo Federal entendem que os lucros do setor financeiro são altos porque o custo do crédito oferecido aos brasileiros excede padrões internacionais. A probabilidade de que o projeto seja aprovado no plenário do Senado é alta, mas o projeto ainda requer o aval da Câmara dos Deputados. Governo necessitaria de R$ 70 bilhões para desonerar folha: Segundo cálculos do Ministério da Economia, seriam necessários R$ 40 bi para zerar os encargos trabalhista dos trabalhadores que recebem um salário mínimo e mais R$ 30 bi para reduzir os encargos trabalhistas das demais carteiras assinadas de 20% para 15%. O governo defende um novo tributo sobre transações, que tem potencial de arrecadar até R$120 bi, para custear a desoneração. Os R$ 50 bi que restariam poderiam ser usados, por exemplo, para expansão panejada do Bolsa Família. Primeira audiência da tributária: Hoje, o ministro Paulo Guedes (Economia) deve defender a criação do novo imposto, entre vários outros assuntos relacionados a reforma tributária, durante a sua participação na primeira audiência pública da comissão mista da reforma tributária. Parlamentastes já cogitam estender estado de calamidade pública: Alguns parlamentastes já discutem a necessidade de adiar o fim do estado de calamidade pública que deveria expirar no último dia de 2020. O estado de calamidade permite que o governo desconsidere ferramentas de contenção de gatos, como a meta de déficit fiscal e a lei de responsabilidade fiscal, para gastos associados ao combate do coronavírus e as consequências econômicas do isolamento social. Crise sanitária sem fim: A ideia ganha força à medida que o fim do ano se aproxima sem um abrandamento da crise sanitária. Mesmo que uma vacina começa a ser distribuída no final deste ano, cenário que representaria o mais otimista dos desfechos para 2020, a longevidade dos impactos econômicos causados pela quarentena pode justificar a necessidade da continuidade da expansão fiscal do governo. O provável resultado seria mais um ano onde as contas públicas registram um déficit primário extremamente elevado.

Fonte: Relatório GUIDE

Sobre o fechamento do último pregão: Ibovespa: 101.215 (-1,57%) BR$/US$: 5,28 (-0,64%) DI Jan/27: 6,18% (+12 bps) S&P 500: 3.306 (+0,36%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg


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