MERCADO HOJE – NACIONAL – 06/08/2020

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Selic chega a 2,00%: O Copom confirmou nossas expectativas na sua 232ª reunião ao baixar a Selic para uma nova mínima histórica de 2,00% a.a. No comunicado, o comitê voltou a reforçar que vê pouco espaço para a utilização da política monetária, mas, mais uma vez, não sacramentou o fim do ciclo de afrouxamento monetário. Assim como na última reunião, os formuladores de política monetária do Bacen deixaram a porta aberta para novos estímulos, mesmo que residuais, condicionados à avaliação da evolução do quadro fiscal e às novas informações que alterem a atual avaliação do Copom sobre a inflação prospectiva. Juros baixos por mais tempo: O comitê passou uma mensagem importante ao explicitar que não vê reduções no nível de estímulo (alta na taxa de juros), ao menos que as expectativas de inflação estejam suficientemente próximas da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária (2021 e, em grau menor, o de 2022). Nossa visão: Tendo em vista a mensagem do comunicado frente às nossas projeções com relação às principais variáveis econômicas e à trajetória fiscal no 2º semestre, seguimos atribuindo uma maior probabilidade na manutenção do patamar atual na reunião de setembro (15 e 16/9). Guedes está disposto a rever alíquota do CBS de 12%: Durante a sua participação na audiência pública da reforma tributária, Paulo Guedes (Economia) revelou que está disposto a rever a alíquota de 12% que foi proposta para a nova CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). O percentual foi um dos pontos mais criticados da primeira contribuição do governo à reforma tributária. O novo tributo resultaria da junção do PIS e do Cofins. Alíquota de 12% criaria o maior imposto de consumo do mundo: Críticos da iniciativa alertaram que a alíquota proposta pelo governo, junta com os tributos estaduais e municipais, criaria o maior tributo sobre consumo do mundo. Segundo um estudo realizado pela FGV, a alíquota proposta por Guedes elevaria a carga tributária em R$ 50 bi. O mesmo estudo indica que um percentual de 10,1% garantiria a manutenção da atual carga. A flexibilidade exposta por Guedes é uma boa notícia para o setor de serviços, que seria o mais prejudicado por um IVA alto. Outras revelações: Outra declaração relevante feita por Guedes durante audiência foi que o ministro está aberto a realizar uma reforma mais abrangente que unifica mais tributos – a entrega inicial do governo só contemplou dois – como sugerem os projetos da Câmara e do Senado. Guedes também prometeu não elevar a carga tributária global. Atualmente, os tributos no Brasil equivalem a 33% do PIB. O ministro garantiu que independentemente do número de tributos que sejam substituídos ou unificados, está proporção não será alterada. Por último, destacamos a intenção de Guedes de aumentar a faixa isenta do IR para PFs. Esta deve ser expandida de e R$ 1.900 a R$ 3.000. A desoneração custaria R$ 22,5 bilhões ao governo federal. As outras faixas do IR também devem ser ajustadas.

Fonte: Relatório GUIDE


Sobre o fechamento do último pregão: Ibovespa: 102.801 (+1,57%) BR$/US$: 5,30 (+0,20%) DI Jan/27: 6,26% (+8 bps) S&P 500: 3.327 (+0,64%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg



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